Como lidar com a inflação no orçamento de casa?

Lidar com a inflação no orçamento de casa tem sido um verdadeiro desafio para a população brasileira nos últimos anos. Em junho de 2022, por exemplo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,47% em comparação com maio, reforçando o índice acima de dois dígitos no acumulado de 12 meses que o país registra atualmente (12,13%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Estes números significam que os produtos e serviços estão mais caros, o que compromete o orçamento de quem continua ganhando o mesmo salário de sempre. A realidade da economia brasileira, que já enfrentava recessão, foi agravada a partir de março de 2020, com a pandemia da Covid-19 e, mais recentemente, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, fatores estes que exercem influência sobre os preços dos alimentos e combustíveis, apenas para citar alguns exemplos.

A questão é que apesar deste cenário pouco animador, as pessoas precisam continuar se alimentando, utilizando meios de transporte para se deslocar, pagando aluguel ou honrando outros tipos de compromissos. Ou seja, a conta no final do mês precisa fechar.

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Entenda como funciona o IPCA

Primeiramente, é muito importante compreender o funcionamento do IPCA, uma vez que ele representa a inflação oficial do país. Em suma, o IBGE compara, mensalmente, 430 mil preços em 30 mil pontos de venda. Feito isso, a variação para cima indica quais produtos inflacionaram.

Outro indicador relevante que nem todos conhecem é o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que é utilizado para calcular o valor de aluguéis, além de outras despesas. Compilado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o IGP-M leva em conta os preços praticados em áreas como construção civil, habitação e educação.

 

Inflação no orçamento de casa: como se proteger?

A boa notícia é que, apesar dos inúmeros desafios, há formas de se proteger da sempre temida inflação, inclusive no que diz respeito ao orçamento de casa. Com o objetivo de ajudar a superar alguns obstáculos muito comuns, listamos algumas dicas importantes que podem ser bem úteis:

  • Planeje suas finanças

Você tem planejado suas finanças? O controle do que entra e sai de recursos na sua casa não pode ficar no ‘modo automático’, sob o risco de você se perder nas contas. Por isso, o planejamento é fundamental. Anote todos os seus gastos, tanto os fixos (plano de internet, condomínio, escola dos filhos, etc.) quanto os variáveis (supermercado, contas de energia e água). Dessa forma, entenderá melhor seus hábitos de consumo – quanto e como costuma gastar mês a mês.

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Lembre-se sempre que, apesar das dificuldades, você nunca deve gastar mais do que arrecada, ou seja, seu padrão de vida precisa ser compatível com o orçamento disponível. Se as contas estiverem no vermelho, não tem jeito: reduzir os gastos é essencial;

  • Controle o seu consumo

Um dos maiores desafios quando o assunto é lidar com a inflação no orçamento de casa tem relação com controlar o consumo. Estabelecer algumas metas, como, por exemplo, cortar as despesas do mês em 15%, estão entre as recomendações dos especialistas em finanças, que também sugerem:

 

  • Antes de sair às compras, pesquisar os preços dos produtos em vários supermercados;
  • Fazer uma lista antes de sair de casa que contenha somente os itens, realmente, indispensáveis;
  • Reduzir as idas à restaurantes e os pedidos de delivery, cozinhando mais em casa;
  • Adotar medidas de redução do consumo de energia elétrica e água em casa.

 

  • Tenha uma Reserva de Emergência

Esta dica já é frequente nos conteúdos que produzimos nas redes sociais e aqui no blog da Greencred (mas reforçar nunca é demais). A Reserva de Emergência é muito importante para ajudar nos momentos de aperto e imprevistos desagradáveis. Para criá-la, é necessário destinar parte dos seus rendimentos mensais a este fundo pessoal.

Embora o ideal seja que a sua Reserva de Emergência conte com um valor fixo (exemplo: de 15% a 30% dos seus rendimentos mensais), o mais importante é que você desenvolva o hábito de poupar dinheiro. Assim, por mais que seja modesta, toda quantia tem o seu valor.

Uma boa forma de manter a disciplina com a Reserva de Emergência (será preciso lidar com a tentação de desfalcá-la) é considerá-la como uma conta fixa, tal qual um boleto que precisa ser pago todos os meses. Depois de se tornar um(a) craque nessa área, poderá até juntar o equivalente a seis meses ou mais do seu salário, conforme recomendam os especialistas.

Dica da Greencred: como o próprio nome indica, a Reserva de Emergência não deve ser direcionada para gastos supérfluos. Utilize-a somente em situações, de fato, emergenciais. Afinal de contas, ninguém está livre de imprevistos e, nessas horas, o ideal é não depender de empréstimos ou se perder em endividamentos, concorda?

 

  • Realize investimentos seguros

Investir de forma segura também é uma forma de lidar com a inflação no orçamento de casa. Para que o seu patrimônio tenha rendimento e seja capaz de lhe ajudar nas situações mais difíceis, o recomendado é confiar parte das suas economias em aplicações financeiras rentáveis, tais como os títulos indexados pela inflação e as Letras de Crédito Imobiliário. Todavia, fique sempre atento(a) sobre as possíveis cobranças de taxas.

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