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DREX (Real Digital): o que muda para cooperados e empreendedores

O DREX (Digital Real X) é a versão digital do real, uma moeda digital emitida e regulada pelo Banco Central do Brasil. Ela é uma CBDC (“Central Bank Digital Currency”), ou seja, uma moeda oficial, com valor equivalente ao real físico, mas operando em ambiente digital.

As ideias centrais envolvem:

  1. emissões reguladas pelo Banco Central;
  2. simetria de valor entre DREX e real em papel/moeda tradicional;
  3. uso de tecnologia de registro distribuído (DLT / blockchain-like) para registrar transações de forma segura e transparente;
  4. possibilitar “contratos inteligentes” (smart contracts), automação de certas condições de transações financeiras etc.

Em que fase o DREX está

  1. O projeto já está em fase piloto.
  2. A segunda fase de testes já foi iniciada, para experimentar casos de uso mais complexos e funcionalidades com contratos inteligentes, privacidade de dados etc.
  3. Ainda não há data definitiva para uso generalizado, mas estimativas sugerem que algumas operações podem estar disponíveis aindaem 2025.

O que muda para cooperados

Para quem já é cooperado em qualquer tipo de cooperativa, as mudanças trazidas pelo DREX podem impactar de várias formas:

  1. Facilidade e rapidez nas transações
    Cooperados poderão transferir recursos, fazer pagamentos e movimentar ativos de forma muito mais ágil, com menos burocracia, menos intermediários. Isso pode significar menor custo e maior eficiência nos serviços oferecidos pela cooperativa.
  2. Novas oportunidades de crédito e produtos financeiros
    Com contratos inteligentes e possibilidades de usar ativos como garantias de forma tokenizada, cooperativas poderão oferecer produtos mais flexíveis. Por exemplo, operações de crédito colateralizado ou com recebíveis, ou até com títulos públicos, poderão se beneficiar da estrutura DREX.
  3. Redução de custos operacionais
    Menos intermediários e menos burocracia podem reduzir os custos para a cooperativa e para seus cooperados. Isso pode refletir em tarifas mais baixas, menores taxas ou melhores condições de serviço.
  4. Segurança e transparência
    O uso de redes com registro distribuído (DLT), regulamentos de privacidade como LGPD, leis de sigilo bancário, trazem mais garantias de segurança para as transações, dados dos cooperados e operações financeiras.
  5. Inclusão financeira e digitalização
    Cooperados em regiões mais remotas ou menos atendidas digitalmente poderão ter acesso a serviços financeiros de ponta, com menor necessidade de estrutura física, podendo utilizar carteiras digitais liberadas pela cooperativa que intermedie o DREX. Isso fortalece o papel social das cooperativas.

O que muda para empreendedores

Para empreendedores (especialmente micro, pequenos e médios negócios), as mudanças importantes envolvem:

  1. Agilidade nas negociações:compra e venda de bens, operações com imóveis ou veículos, emissão de garantias ou recibos, tudo pode se tornar mais automático e seguro, via contratos inteligentes.
  2. Melhor gestão de fluxo de caixa:recebíveis, recebimentos de vendas, crédito colateralizado, liquidação automática de débitos ou instrumentos financeiros, tudo isso pode reduzir prazos e custos.
  3. Menos burocracia nos processos legais:por exemplo, cartórios, registro de bens, processos de transferência de propriedade poderão ser simplificados ou automatizados com uso de DREX.
  4. Acesso a novos mercados e modelos de negócio:empresas que usarem a tecnologia poderão criar serviços financeiros inovadores, parcerias, e até explorar mercados que dependem de liquidação eficiente de ativos e garantias digitais.
  5. Competitividade:quem estiver preparado para o uso do DREX poderá oferecer melhores condições de pagamento, operações mais rápidas, se destacar frente à concorrência. Empreendedores vão precisar adaptar seus sistemas financeiros, contábeis e operacionais para operar no ambiente digital.

Alguns cuidados e desafios

  1. Privacidade dos dados:é essencial que cooperativas e empresas cumpram LGPD e outras leis de proteção de dados no uso do DREX. Transparência e segurança serão exigidas.
  2. Regulação e governança: supervisão regulatória, definição de responsabilidades, interoperabilidade entre instituições, além de segurança cibernética, são pontos críticos que ainda estão em desenvolvimento.
  3. Infraestrutura tecnológica:cooperativas menores ou empreendedores que não tiverem boas plataformas digitais podem ficar em desvantagem. Será preciso investir, capacitar equipes, integrar sistemas.
  4. Inclusão digital:nem todos os cooperados ou clientes empreendedores têm acesso fácil a celulares, internet estável ou conhecimento tecnológico, haverá uma curva de adaptação.

Como cooperados e empreendedores podem se preparar

  1. Informar-se sobre os pilotos e fases de implementação do DREX, acompanhar comunicados do Banco Central;
  2. Verificar se a cooperativa de que fazem parte participa ou pretende participar dos testes ou de operações com DREX;
  3. Adaptar sistemas internos: contabilidade, cobrança, garantia de recebíveis etc.;
  4. Educar cooperados/funcionários/clientes sobre como funcionará o uso de carteiras digitais, contratos inteligentes e segurança digital;
  5. Estudar oportunidades de negócio com o DREX, como oferta de serviços financeiros, parcerias, produtos que usem garantias digitais, recebíveis etc.

O DREX representa uma evolução natural do sistema financeiro brasileiro, integrando inovação, segurança e eficiência. Para cooperados e empreendedores, traz oportunidades reais de modernização, redução de custos e melhor oferta de serviços. Mas quem se preparar desde já (tecnológica, regulatória e institucionalmente) estará em vantagem.

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