Endividamento das famílias sobe a 67,5%

Número é reflexo dos impactos da pandemia sobre a renda dos consumidores

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que o número de famílias com dívidas no país alcançou, em abril, 67,5% do total de entrevistados, com uma alta de 0,2 ponto porcentual (p.p.) em relação a março de 2021, a quinta seguida. Em relação a abril de 2020, houve alta de 0,9 p.p.

Segundo a pesquisa, a modalidade responsável pela maior parte do endividamento está atribuída ao cartão de crédito. Em abril, 80,9% das famílias com dívidas apontaram essa modalidade, em um recorde histórico.

Os números representam pouco mais de 11 milhões de famílias que possuem algum tipo de dívida no país.

O endividamento no cartão de crédito alcançou níveis preocupantes nas famílias com até dez salários (80,9%) e acima de dez salários (81,9%).

Por outro lado, o percentual de famílias que não tem condições de pagar as dívidas e que permanecerão na inadimplência registrou uma pequena queda e agora se encontra em 10,4%. Porém, o indicador teve alta de 0,5 ponto percentual em relação a abril de 2020.

Para as famílias com renda até dez salários mínimos, as dívidas cresceram de 68,4% para 68,8%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 67,5%. Já para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o endividamento caiu, após quatro aumentos consecutivos, de 63,2% para 63,1%.

Os resultados são reflexo dos novos hábitos de consumo ocasionados pela crise sanitária. Ou seja, mais famílias utilizaram o cartão de crédito e consequentemente ficaram endividadas.

O levantamento também mostrou que 14,4% das famílias se declararam muito endividadas. Cerca de 20% afirmaram ter mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento das dívidas. Além disso, o tempo médio que as famílias ficam endividadas é de 6,8 meses e tempo médio de atraso na quitação das dívidas atingiu 61,4 dias.

Para economistas, a procura por linhas de crédito nos próximos meses deve registrar um aumento. Como as pessoas não estão conseguindo se recolocar no mercado de trabalho, a opção de abrir um negócio próprio irá requerer crédito.

Deste modo, é preciso estar atento às ofertas, prazos e taxas de juros de empréstimos para que o endividamento não se torne ainda maior.

 

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